
Descobri, com Daniel Nunes, do favorito Constantina, que “saravá” é uma palavra perfeita para descrever o som, a música que entrega um coquetel visceral de gêneros, sem preconceitos e academicismo.
Eis que o adelanto do próximo disco do venezuelano Erly Ruiz, bajo seu projeto batizado de Dolli, é totalmente isso. Surpreende porque percorre terrenos desconhecidos para os discos anteriores. Arrisca um remelexo latinidad, com frescura tropical, percussão tribal e linhas de metais mezzo trova cubana, mezzo jazz.
Calientísimo. Finísimo também.