
La banda floricalista tem uma sequência que desponta entre as coisas mais bonitas e coloridas que teremos em 2012. A instrumental “Cinelândia” emenda na belissimamente cantada “Solamericano”, e Florentino, que conhecemos no ano passado com uma versão de “Maria Bethânia”, do Caetano, abraça a taça que entregamos aos poetas com projeto de vida e arte.
Nesse floricalista, a admiração por Caetano, Tom Zé e Torquato fica clara luz do sol, e as nove faixas do disco, que poderiam parecer poucas para um álbum cheio, são suficientes para assentar um estilo e uma lírica inteligente, divertida, e importante para o folk feito abaixo do Equador e fora do Brasil.
São assobios, cordas variadas (violão, guitarra, baixo, ukelelê), coros, efeitos discretos (direito ao Rhodes do Juan Stewart em “Lorenzinho”), xilofone, versos brancos, letras arejadas, colagens, textura de bordado, tudo de uma finura americanista mais que justa para inaugurar nossos elogios do ano.

