
Gostamos sempre de concluir que os ídolos estão por perto. Vai da sorte, ou da coragem, quebrar o gelo, chamar para uma mesa redonda e decidir a bebida em comum acordo.
Por essa razão, aproveitamos o retorno dosmildoce para conversar com um dos grandes da música latino-americana contemporânea. Carlos Pesina, que fundou o Los Amparito alguns anos atrás e esbanjou inteligência na maneira de soldar cultura popular e vanguarda eletrônica, conversou com a gente sobre os projetos atuais e vontades futuras.
Descobrimos, por exemplo, que “se acabó Los Amparito, al menos por un tiempo”. E que “la idea de Los Amparito vino un día que escuché Son Jarocho, mientras dormía. Después un amigo (http://clltrlsndtrck.bandcamp.com) me ayudó a producirla.”
Estando em campo Mr. Pesina, fica provável adivinhar que o pause dos Amparito serve de play para algum projeto novo. “Este año planeo primeramente subir un EP de Francisco y Madero (referência ao primeiro presidente pós-revolución?), un proyecto que estoy haciendo junto con Jess Sylvester de San Francisco. También quiero hacer más tracks con estos seudónimos: http://pesinasiller.bandcamp.com/ y http://micropapitas.bandcamp.com/”.
Antes de nos despedir, aproveitamos para saber do Pesina que clássico da música latino-americana precisávamos conhecer. Chegamos aos The Lecuona Cuban Boys, nessa gravação de 1935, e entendemos mais - e melhor - os projetos que fazem da música do mexicano um tesouro da cultura latino-americana recente.

