
Roberto Carlos Lange, americano da Flórida, filho de equatorianos, atende por Helado Negro quando senta para compor e cantar música. Tudo com calma elegante e referências tropicais claras e mansas; românticas em alguns momentos.
No ano passado, editou Canta Lechuza com a Asthmatic Kitty, pela qual já tinha publicado Awe Owe, seu álbum anterior. Em meio à brisa gelada, Roberto canta com voz suave, quase sussurrada, sobre texturas eletrônicas; as reações vão de “cantamos juntos, porque é delícia” a “esse cara experimenta”. Em belezas como “Con suerte”, redonda no limite, Helado Negro joga na mesa a receita maravilha que mistura pitadas de sol, chuva, soul, hip hop e, acreditem, dream pop.
Em 2010, Roberto tinha lançado Pasajero, EP recheado, com versões do melhor do pop e folk que vêm do sul, e conquistado seu lugar na nossa casa. Preste atenção a covers como “Rosita”, “La la”, ou “La distancia”, e termine pronto para pedir por mais. Tudo muito beleza, só para ter você por perto.
No final de fevereiro, Helado Negro publica disco novo. Yupi, yupi, yah.

