
Uma semana sem tumblr pode ser suficiente para um post do tamanho de um mês. Nesse caso, a importância do intervalo devemos, em grande parte, aos corações revolucionários do Balún. Que fazem o que fazem, usando a mesma língua que a gente: la pasión.
Conheço o Balún tem tempo. São donos de um resultado raro quando a bandeira é pop, sofisticada e inteligente. E ocupam lugar especial na revolución: ajudaram a deixar a segunda coletânea do Si no puedo bailar, ainda nos primeiros passos, especialmente bonita.
Snol - Balún by sinopuedobailar2
As afinidades aproximam projetos, pessoas. O mais extraordinário: impõem confiança. Foi assim quando o Balún emprestou “Snol” para Pero ese olor en el cuarto del piano. Foi assim também quando conheci a banda, pessoalmente (e com o Gus), em 2009. E quando se trancaram para fazer a versão belíssima de “Sudoeste”, da Calcanhotto.

Ontem, foi assim de novo. Balún abriu a tarde do NYC Popfest, no Spike Hill, em Williamsburg. Desfilou uma série de temas novos, sempre aplaudidos com entusiasmo grande do público. Fiquei engasgado nos primeiros acordes de “Camila”. Dois anos antes, tocaram a mesma música, em versão diferente, na própria sala, num basement, em Astoria. Cantei junto e tirei muita foto. Falaram de “Não moro mais em mim”, que foi para a casa de muita gente, e me apresentaram. Acenei e disse, assim mesmo: “obrigado”.
Sudoeste - Balun by naomoromaisemmim
Balún são meus amigos. Si no puedo bailar é um projeto deles também. Foi conhecendo pessoas dessa grandeza que entendi o que sempre quis chamar de revolução.

